A Letra Invisível da Desigualdade: resultados de escolarização de crianças brasileiras após a pandemia
Resumo
Este artigo analisa as marcas das desigualdades educacionais na escolarização de crianças brasileiras, com ênfase no período pós-pandemia, a partir do referencial teórico de Pierre Bourdieu e Jean-Claude Passeron sobre a violência simbólica. Por meio de uma abordagem mista – qualitativa, baseada em revisão bibliográfica, e quantitativa, com dados oficiais do INEP, QEdu e UNESCO (2007-2024) –, evidenciamos como a escola reproduziu e intensificou desigualdades estruturais no período analisado. Os resultados indicam queda significativa na frequência escolar (de 97,1% em 2019 para 94,5% em 2024), estagnação do IDEB e do SAEB, e profundas disparidades regionais e socioeconômicas na alfabetização. Fatores como baixa escolaridade dos responsáveis e acesso limitado a recursos tecnológicos agravaram a exclusão educacional durante a pandemia. Conclui-se que a superação dessas desigualdades exige políticas públicas orientadas pela equidade, formação docente crítica e o reconhecimento da educação como instrumento de emancipação e justiça social.
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DOI 10.29327/2276101.12.2-11Referências
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